Duas rodas

1- Conteúdos Técnicos

Natureza dos acidentes com veículos de duas rodas

Estas são as três principais naturezas de acidentes com veículos de duas rodas.

  • Colisão em intersecções
  • Ultrapassagem
  • Colisão com veículo da frente
  • Despistes
  • Atropelamentos

Causas de acidentes – condutores de 2 rodas

  • Comportamentos perigosos, inesperados e equívocos
  • Circulação simultânea de veículos de diferentes velocidades e dimensões
  • Velocidade excessiva
  • Pouca visibilidade dos condutores e veículos
  • Comportamento desadequado dos utilizadores

Outros factores de risco

  • Circulação a par;
  • Transporte de objectos;
  • Circular com as mãos fora do guiador;
  • Levantar a roda dianteira, ou traseira no arranque ou em circulação;
  • Não sinalização de manobras com devida antecedência.

Vulnerabilidade dos veículos de duas rodas

  • São menos visíveis, (sobretudo em certas situações, p. ex. com chuva , nevoeiro, à noite),devido à menor iluminação e pequena dimensão.
  • Têm pouca estabilidade, oque poderá originar perda de controlo ou desvios súbitos de trajectória, agravadas em condições de estrada molhada ou enlameada, de existência de buracos no pavimento, vento forte, etc
  • Os comportamentos de risco dos utentes de duas rodas (p.ex., não cumprimento das regras de trânsito) tornam – os mais vulneráveis.
  • Não têm carroçaria.

Vestuário

Numa queda, a roupa que o condutor de duas rodas usa pode ser a diferença entre sofrer lesões graves e não sofrer nada. Um blusão e calças resistentes podem diminuir ou evitar as queimaduras e esfoladelas causadas pela queda. Para além disso, o vestuário é uma protecção do corpo contra as pedras, areia, chuva e insectos que, em qualquer altura, te podem atingir. No Inverno, a protecção contra a chuva é essencial. Utiliza um impermeável que cubra bem todo o corpo.

Na maioria dos acidentes com veículos de duas rodas,a cabeça é a parte do corpo mais atingida.Se a cabeça não estiver protegida pelo capacete, os efeitos das pancadas podem ser fatais.

Capacete de protecção

Na escolha de um capacete o motociclista deve ter em consideração os seguintes factores.

  • Homologação – todos os capacetes tem no seu interior um selo que certifica a qualidade deste ultimo.
  • Peso – quanto mais leve for um capacete, mais confortável se tornará para o seu utilizador.
  • Visibilidade – a qualidade da viseira, o ângulo de visão periférica que este permite.
  • Cor – quanto mais claro for um capacete, mais visível se tornará.

De preferência os motociclistas devem utilizar capacetes fechados em detrimento de capacetes abertos. Pois estes últimos não oferecem os mesmos níveis de segurança, nomeadamente em caso de embate frontal.

Capacetes Integrais

Capacetes abertos

Usar um capacete sem o Franquelete apertado corre-se o risco de ele saltar em caso de queda ou mesmo em deslocação.

Existem basicamente dois tipos de capacetes:

  • Capacete o aberto – Protege apenas a caixa craniana. Não protege o utente contra lesões e traumatismos faciais que são muito frequentes.
  • Capacete integral – Protege a cabeça, o queixo e a face.

O capacete:

  • não deve ser nem muito largo nem muito apertado;
  • não deve vibrar;
  • não deve apertar-te a cabeça em nenhum ponto;
  • não deve impedir-te a audição;
  • deve ser confortável de usar durante longos períodos de tempo;
  • deve cobrir-te a testa até às sobrancelhas e também a nuca, mas a parte rígida
  • do capacete não deve tocar-te nas costas, quando inclinares a cabeça para trás;
  • o sistema de fixação deve permitir-te retirar rapidamente o capacete, mesmo
  • usando luvas;
  • deves poder usar óculos de correcção ou de sol. Experimenta o capacete com
  • óculos, para mais tarde não teres surpresas desagradáveis;
  • deve ser de cor clara (branco, laranja ou amarelo), para seres mais visível aos
  • outros utentes;
  • deve ser homologado (aprovado), o que se comprova pelas inscrições existentes
  • no capacete;
  • na compra do capacete integral verifica se a viseira não se risca com facilidade e se se pode manter aberta em diversas posições.

Um capacete homologado é aquele que garante mais segurança. Para estar homologado, tem de apresentar as três inscrições seguintes:

  • DGTT – 000 – Homologação da Direcção Geral de Transportes Terrestres;
  • DGV – 000 – Homologação da Direcção Geral de Viação;
  • E00 – Homologação Internacional (Protocolo 22/02 – EFTA).

A Homologação Internacional é a mais exigente, rigorosa e actualizada.

Fato Blusão

Um fato ou um blusão e umas calças resistentes podem diminuir ou mesmo evitar queimaduras ou lacerações na pele provocadas pelo atrito com o pavimento da estrada, em caso de queda.

Protecção da coluna vertebral

Um reforço especial para protecção da coluna vertebral pode evitar ou atenuar lesões graves que podem comprometer a mobilidade ( na imagem, deve aparecer em destaque este reforço).

Luvas

As mãos devem estar protegidas por luvas de cabedal adequadas.

  • protegem a pele contra escoriações, caso haja contacto com o pavimento na sequência de queda;
  • protegem contra o frio, quando a temperatura ambiente é baixa ou quando a velocidade a que se circula é elevada. O frio causa rigidez nas mãos, o que pode dificultar os movimentos necessários à condução do veículo;
  • proporcionam conforto.

Calçado

Deve-se usar botas que garantam uma boa aderência aos pedais. O calçado condiciona o controlo do veículo. Um pé bem colocado pode salvar uma situação de emergência… mas não se o pé escorregar por falta de aderência ou se o sapato saltar nessa altura. É por esta razão que não deves usar calçado ligeiro como, por exemplo, chinelos ou sandálias.

As lesões mais frequentes nos motociclistas e quais os equipamentos mais adequados para minimizar

Ângulos mortos

A existência de ângulos mortos de visão dos condutores de automóveis ligeiros e pesados, que impede os veículos de duas rodas de serem vistos, em certas situações de circulação, nomeadamente nas mudanças de direcção. Através dos vidros do veículo, o condutor tem um ângulo de visão para a frente e para os lados de cerca de 180º. A visibilidade para a retaguarda é obtida através dos espelhos retrovisores (interior e exteriores).

Para isso, os espelhos retrovisores devem estar na posição correcta e não deve haver nada a tapar o vidro da retaguarda. Nestas condições, teoricamente, o ângulo de visão do condutor para a retaguarda seria também de cerca de 180º. No entanto, há zonas que os espelhos retrovisores não abrangem. Nos veículos pesados com caixa rígida ou fechada, a visibilidade do condutor para a retaguarda é nula. Alguns veículos têm sistemas de auxílio ao condutor (sensores infravermelhos, câmaras de filmar apontadas à retaguarda do veículo que permitem compensar a falta de visibilidade, mas que só podem ser utilizados na realização de manobras.

2- Legislação

Os condutores e passageiros de ciclomotores, motociclos com e sem carro lateral, triciclos e quadriciclos devem proteger a cabeça usando capacete devidamente ajustado e apertado. (Artigo 82º,nº 3 do Código da Estrada).

Excepções: Os condutores e passageiros de veículos providos de caixa rígida ou que possuam simultaneamente estrutura de protecção rígida e cintos de segurança (Artigo 82, nº 4 do Código da Estrada).

Fiscalização – Sanções

Coima de € 120 a € 600 – Para quem não utilizar ou usar incorrectamente os acessórios de segurança (Artigo 82º, nº 6 do Código da Estrada).