Condução sob influência Álcool.

Quando comparado o desempenho na condução entre os condutores mais experientes e os jovens condutores, concluímos que o álcool tem uma maior influência/impacto nos jovens condutores.

Uso de álcool e drogas aumenta a taxa de sinistralidade dos condutores jovens e inexperientes. A condução sob o efeito do álcool é especialmente perigosa para os condutores mais jovens por diversas razões:

  • Primeiro, a tolerância do jovem ao álcool é menor, assim como o corpo não está habituado ao seu consumo.
  • Em segundo lugar, a tarefa de conduzir é mais exigente para os jovens, novos condutores, do que para os outros condutores, e assim, como eles precisam prestar mais atenção à sua tarefa de condução, o efeito do álcool é maior do que para os condutores experientes.
  • Em terceiro lugar, o álcool reduz a inibição. Como nos jovens os mecanismos de auto-controle estão menos desenvolvidos, eles sofrem um impacto eufórico e emocional mais forte do álcool.
  • Finalmente, os estudos mostram que os adolescentes tendem a subestimar o nível da sua embriaguez.

O impacto negativo desses factores específicos é ainda maior, quando combinado com outros factores de exposição ao risco, comuns aos acidentes com jovens condutores, como a presença de passageiros. A taxa de ocupação dos veículos nesta faixa etário é maior e a vulnerabilidade às influências dos seus pares também.

Factos que permitem tirar algumas conclusões:

  • Os condutores desta faixa etária apresentam hábitos de consumo de álcool substancialmente diferentes dos hábitos da restante população condutora. Na realidade, apenas 3.5% dos condutores de 18-24 anos bebe álcool 5 ou mais dias por semana, enquanto a média geral que o faz é de 22.9%. Cerca de 30% quer do grupo de 18-24 anos quer da totalidade dos condutores não bebe.

  • No entanto, de cada vez que bebem álcool os condutores de 18-24 anos ingerem quantidades substancialmente superiores do que as das restantes faixas etárias, normalmente nas noites de fim de semana.

  • Os condutores de 18-24 anos concordam ligeiramente menos do que os restantes que conduzir depois de beber álcool é muito frequentemente causa de acidentes, concordando também menos quanto à necessidade de agravamento da punição para a condução sob a influência de álcool.
  • Concordam igualmente menos do que os condutores das outras faixas etárias com o facto de que tomar drogas e certos medicamentos antes de conduzir seja frequentemente causa de acidentes.
  • Os condutores com menos experiência, quer de condução quer de ingestão de bebidas alcoólicas, apresentam índices de envolvimento em acidentes rodoviários mais elevados com taxas de alcoolemia mais baixas.

Estes factos permitem concluir que os condutores 18-24 anos:

  • bebem álcool menos frequentemente que os restantes, mas maiores quantidades de cada vez, atingindo, quando bebem, taxas de alcoolemia mais elevadas,

  • desvalorizam mais do que os outros condutores a influência do álcool e sobretudo das drogas e medicamentos como causa de acidentes,

  • aceitam menos do que os outros maior frequência na fiscalização, bem como o agravamento das penas.